Obra financiada tem um roteiro, e a maior parte dos problemas acontece porque alguém pulou um passo ou inverteu dois. Abaixo está a sequência real de uma construção em terreno próprio com recurso de financiamento, do primeiro documento à averbação, na ordem em que ela acontece.
A Electo Maciel Construtora acompanha esse processo em Piranga e região pelo lado técnico: projeto, orçamento no formato que o banco analisa, cronograma compatível com a medição e execução com responsável técnico.
O terreno precisa estar no nome de quem vai contratar, com matrícula regular, sem ônus que impeça a garantia e com a metragem batendo com o registro. Terreno em processo de desmembramento, com inventário aberto ou com área divergente da matrícula trava a operação antes de ela começar. Esse é o passo que mais atrasa obra financiada, e ele é jurídico, não técnico.
O banco avalia a capacidade de pagamento e define o valor máximo. Só a partir daí faz sentido dimensionar a casa. Projetar primeiro e descobrir o teto depois é o caminho para redesenhar tudo, porque o projeto executado precisa caber no valor aprovado somado ao recurso próprio disponível.
Projeto arquitetônico, aprovação municipal e alvará de construção. O banco exige o projeto aprovado, não o anteprojeto. Em paralelo, o responsável técnico emite a ART, e a obra é matriculada no CNO junto à Receita Federal, o que é o que permite o recolhimento previdenciário correto ao longo da execução.
Aqui está a diferença entre uma obra que anda e uma obra que trava. O banco não analisa um orçamento qualquer: ele analisa uma planilha de etapas com percentuais, que será a régua de todas as medições futuras. Se essa planilha for montada só para aprovar, sem relação com a forma como a obra vai realmente ser construída, o descompasso entre execução e liberação começa na primeira vistoria.
Montamos essa planilha junto com o cronograma físico da obra, para que as duas leituras coincidam.
Engenheiro credenciado pela instituição visita o terreno, confere se corresponde à matrícula e ao projeto, e registra a situação de partida. Depois vem a assinatura do contrato e o registro em cartório. Só então a obra pode começar de fato.
A obra avança e, a cada ciclo, o engenheiro do banco vistoria e emite laudo com o percentual executado. A parcela liberada corresponde a esse percentual. Entre a vistoria e o crédito existe um intervalo de análise, e o cliente precisa de capital de giro para atravessá-lo sem parar a folha de pagamento.
Com a obra concluída, sai a última vistoria, o habite-se na prefeitura e a Certidão Negativa de Débitos da obra junto à Receita, obtida com base no recolhimento previdenciário do período. Com esses documentos, a construção é averbada na matrícula do imóvel e o financiamento se encerra do ponto de vista de obra, passando a ser apenas a amortização.
Imóvel construído e não averbado é imóvel que existe no mundo e não existe no registro: não se vende com facilidade, não serve de garantia e cria problema em inventário.
Cuidamos do lado técnico inteiro: projeto compatibilizado, orçamento no formato exigido, cronograma amarrado à medição, execução com engenheiro responsável, documentação de etapa e o encerramento técnico que permite o habite-se. A parte de crédito e cartório é do cliente com o banco, e nós dizemos com clareza qual passo depende de quem, para que ninguém descubra tarde demais que estava esperando o outro.
Se a linha de crédito ainda não está definida, o comparativo em financiamento imobiliário no Brasil ajuda a entender o que muda entre os programas.
Obras reais da Electo Maciel em Piranga e região. Toque para ver a obra completa.
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