Financiar construção em Ouro Preto envolve um passo que nenhuma outra cidade da região exige: dependendo de onde fica o terreno, o projeto precisa passar pelo órgão de patrimônio antes de chegar à prefeitura. E a Caixa só analisa com o projeto já aprovado e o alvará emitido. Ou seja, existe uma etapa a mais no começo da fila, e ela não pode ser acelerada com dinheiro nem com pressa.
Quem faz a conta do financiamento contando o prazo a partir da assinatura do contrato erra o calendário por meses. A ordem real é outra: projeto, análise do patrimônio quando o imóvel está em área protegida, eventual ajuste do desenho conforme a exigência, aprovação municipal, alvará, e só então o crédito começa a andar.
Cada ajuste pedido pelo patrimônio devolve o projeto para a prancheta e reinicia parte do trâmite. Por isso desenhamos consultando a exigência antes, e não depois: material de cobertura, tipo de esquadria, cor e volumetria costumam ser os pontos analisados, e conhecê-los de antemão evita a rodada mais cara, que é a de refazer o partido da casa inteira.
O relevo da cidade é o segundo ponto. Terreno em declive transforma corte em contenção, e contenção é estrutura calculada, com armadura, dreno e barbacã — não é muro de fechamento. Quando esse item fica de fora do orçamento entregue ao banco, ele reaparece como custo no meio da obra, e o banco não cobre a diferença automaticamente. Ela sai do bolso do cliente exatamente quando o caixa está mais comprometido.
A leitura da topografia e a definição da cota de implantação, portanto, não são refinamento de projeto. São o que permite orçar de verdade antes de assinar.
O avaliador do agente financeiro atribui valor ao imóvel, e é sobre esse valor que o crédito se calcula. Em área protegida entram variáveis que não existem em bairro comum: restrição de gabarito, limitação de ampliação futura e exigências de manutenção. Vale confirmar o enquadramento antes de comprometer o terreno, porque a diferença entre a avaliação e o custo da obra vira aporte próprio.
Vale desfazer uma confusão comum: nem todo terreno de Ouro Preto está sujeito à análise do patrimônio. O município é grande e inclui distritos e bairros fora do perímetro de proteção, onde o trâmite é o de qualquer cidade — projeto, prefeitura, alvará.
Saber em qual situação o seu lote está é a primeira consulta a fazer, antes mesmo de contratar projeto, porque ela muda o prazo, o custo e até a viabilidade do que se pretende construir. É uma verificação simples e que poupa meses de caminho errado. Fazemos essa checagem no início, junto com a leitura da topografia.
Boa parte da demanda na cidade não é casa nova, e sim recuperação de imóvel existente. Existem linhas de crédito para reforma, e nelas o ponto sensível é outro: o orçamento precisa refletir o que será encontrado ao abrir a construção, e imóvel antigo esconde surpresa.
Madeira de piso ou de telhado comprometida por umidade ou cupim, instalação elétrica obsoleta, alvenaria com umidade ascendente — nada disso aparece na vistoria superficial. Um diagnóstico antes de orçar reduz bastante o risco, mas é honesto dizer que em reforma de imóvel antigo a margem de imprevisto é maior que em obra nova, e o cliente precisa entrar sabendo disso, com reserva prevista. Financiamento apertado até o último centavo é a combinação que trava obra de reforma pela metade.
O engenheiro do banco mede o executado e libera a parcela seguinte. Montamos o cronograma físico-financeiro na ordem em que ele mede e fechamos cada etapa por inteiro antes de convocá-lo — etapa fechada significa serviço concluído, curado e fotografado, não serviço quase pronto.
Para terreno vazio, veja construção do zero em Ouro Preto. A página geral está em atendimento em Ouro Preto.
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