Reforma que mexe em estrutura tem uma diferença dura em relação à obra nova: não existe a opção de recomeçar. O que está de pé já foi construído de um jeito, muitas vezes sem projeto, e a decisão de derrubar uma parede, subir um pavimento ou apoiar uma laje nova depende de saber o que aquela construção aguenta hoje. Sem esse levantamento, projeto estrutural de reforma é chute com carimbo.
A Electo Maciel Construtora faz esse trabalho em Piranga e região na ordem correta: investiga primeiro, calcula depois, executa por último.
O levantamento de uma estrutura existente responde a perguntas objetivas, e cada uma delas muda o projeto:
Em peça de concreto é possível localizar a armadura sem quebrar, com pacômetro, e avaliar a homogeneidade do concreto por ensaio não destrutivo. Quando a carga nova é relevante, extração de testemunho e ensaio de compressão dão o dado que falta. Nada disso é caro perto do custo de reforçar uma estrutura que não precisava, ou de não reforçar uma que precisava.
Derrubar uma parede para integrar ambientes. Se a parede é estrutural, a solução é substituir o apoio por uma viga com pilares ou pilaretes nas extremidades, dimensionada para o vão e para a carga acima. A execução tem sequência obrigatória: escorar a laje e a alvenaria superior, abrir só o rasgo da viga, executar a viga, aguardar a idade necessária, encunhar e só então retirar o escoramento e demolir o restante da parede. Derrubar primeiro e escorar depois é como nasce a maior parte das trincas de reforma.
Subir um pavimento. É o caso em que a fundação decide tudo. Sapata dimensionada para uma casa térrea recebendo o dobro da carga pode recalcar, e o sintoma aparece em fissura inclinada nos cantos de janela e porta. Aqui o levantamento da fundação e a caracterização do solo não são opcionais, e o reforço de fundação, quando necessário, costuma pesar mais no orçamento do que a estrutura nova.
Apoiar laje nova em parede existente. Alvenaria antiga de tijolo maciço tem resistência, mas não foi feita para receber carga concentrada de viga. A solução passa por distribuir a carga com coxim ou verga, ou por criar pilar novo com fundação própria, independente do que já existe.
Aumento de seção com encamisamento de concreto, adição de armadura, perfil metálico complementar e reforço com fibra de carbono são soluções com custo, prazo e interferência muito diferentes entre si. A escolha depende do esforço a corrigir, do espaço disponível e de quanto a obra pode ficar parada. Em qualquer uma delas, a preparação da superfície e a ligação entre o material novo e o antigo é o ponto que decide se o reforço trabalha junto com a peça ou apenas fica encostado nela.
Intervenção estrutural exige projeto e responsável técnico com registro de ART. Não é formalidade: é o que permite ao proprietário provar depois que a alteração foi projetada, e é o que o comprador do imóvel vai pedir. Em imóvel financiado, ou que ainda vai ser regularizado, reforma sem projeto trava a averbação, assunto que detalhamos no texto sobre alvará, habite-se e averbação.
Quando o levantamento mostra que o custo do reforço se aproxima do custo de refazer, dizemos isso com todas as letras. A comparação honesta entre reformar ou construir novo faz parte do serviço, não é concessão.
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