A estrutura de concreto armado é a etapa que define a geometria definitiva da casa e, junto com a fundação, a que menos aceita correção depois. Pilar fora de prumo, laje com contraflecha errada ou viga com cobrimento insuficiente são erros que só aparecem meses depois, quando desfazer significa demolir. A Electo Maciel Construtora executa pilares, vigas e lajes em obra residencial em Piranga e região seguindo o projeto estrutural calculado para o imóvel, e não a prática de canteiro herdada da obra anterior.
Antes de qualquer concretagem, três coisas precisam estar resolvidas no papel: o projeto estrutural conforme a NBR 6118, a classe de agressividade ambiental do local, que define cobrimento e classe do concreto, e o projeto de fôrma e escoramento, que é onde a maioria das obras improvisa.
A fôrma é quem garante que a peça saia com a seção que o cálculo previu. Fôrma mal travada abre com a pressão do concreto fresco, e uma viga que abriu vira peça com seção maior, consumo de concreto acima do previsto e um desaprumo que vai custar chapisco e reboco extra para disfarçar. Escoramento mal apoiado é pior: laje escorada sobre contrapiso fino ou sobre solo sem base recalca durante a cura e a peça nasce com deformação permanente.
A NBR 14931, que trata da execução de estruturas de concreto, é clara nesse ponto: fôrma e escoramento são parte do sistema estrutural enquanto o concreto não tem resistência própria. Por isso definimos apoio, travamento, reescoramento e prazo de retirada antes da concretagem, e não durante.
A ferragem sai do projeto com bitola, quantidade, espaçamento, comprimento de ancoragem e traspasse conferidos peça a peça. Estribo mais espaçado do que o desenhado é o atalho mais comum de canteiro, e é exatamente o que reduz a capacidade da peça ao esforço cortante, sem nenhum aviso visual.
O cobrimento é a outra metade da história e a mais negligenciada. É a camada de concreto entre a armadura e o ar que protege o aço da corrosão, e ela só existe se houver espaçador em quantidade suficiente, fixado, embaixo e nas laterais da armadura. Ferro apoiado em pedrisco ou em pedaço de bloco é armadura que vai enferrujar, expandir e destacar o concreto — a patologia que se vê em qualquer marquise antiga da região.
Quando o corpo de prova rompe abaixo do esperado, a causa quase nunca é o concreto que saiu da usina. As causas reais, em ordem de frequência no canteiro:
O controle previsto na NBR 12655 — ensaio de abatimento na chegada, moldagem de corpos de prova e rompimento em laboratório — não é burocracia de obra grande. É o único registro que diz se a estrutura entregue é a estrutura calculada, e em obra residencial ele custa pouco perto do que custa descobrir o problema depois. Tratamos o assunto em detalhe no texto sobre concreto usinado ou feito em obra.
Cura é manter a peça úmida pelo período necessário, com molhagem ou produto químico de cura. É o serviço mais barato e mais pulado da obra, e o que mais separa a estrutura que dura da que fissura no primeiro verão. A desforma segue prazo definido por peça e por tipo de esforço: lateral de viga e pilar sai antes, fundo de laje e escoramento saem por último, e o reescoramento existe justamente para o vão grande não trabalhar antes da hora.
Executamos a estrutura como etapa isolada, para quem já tem fundação pronta, ou dentro da obra completa, com projeto estrutural e controle físico-financeiro por etapa. Se o projeto vier do cliente, ele é conferido antes do orçamento: quantitativo de aço e de concreto que não bate com o desenho é fonte garantida de aditivo no meio da concretagem, e é melhor descobrir isso na mesa do que com o caminhão na porta.
Obras reais da Electo Maciel em Piranga e região. Toque para ver a obra completa.
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