Publicado em 01/10/2026 • Projetos
Quem vai construir costuma ter pressa de ver a obra começar, e o projeto arquitetônico muitas vezes é tratado como uma formalidade para conseguir o alvará. É justamente aí que nascem boa parte dos aditivos, das mudanças no meio da obra e das discussões entre cliente, projetista e construtora. Desde 2017, a ABNT organiza esse trabalho na NBR 16636, que divide o projeto em etapas com entregas definidas. Entender o que cada uma entrega ajuda a contratar melhor, comparar propostas e saber o que cobrar antes de colocar o primeiro tijolo.
A ABNT NBR 16636 trata da elaboração e do desenvolvimento de serviços técnicos especializados de projetos arquitetônicos e urbanísticos. Ela tem três partes: a Parte 1 reúne diretrizes e terminologia, a Parte 2 trata do projeto arquitetônico de edificações e a Parte 3 do projeto urbanístico. A Parte 2, publicada em 2017, cancelou e substituiu as antigas NBR 13531 e NBR 13532, ambas de 1995, que por mais de vinte anos foram a referência sobre as fases de um projeto de edificação.
Uma norma complementar, a NBR 6492 (revisada em 2021), define quais documentos e desenhos devem ser apresentados em cada etapa. Juntas, as duas dizem o que fazer e como representar em cada momento do projeto.
A norma separa uma fase de preparação, que vem antes de qualquer planta. Ela reúne três atividades:
Pular essa fase é a forma mais comum de perder dinheiro. Em terrenos de encosta, como é frequente em Piranga e na Zona da Mata mineira, a topografia e a sondagem do solo mudam completamente a implantação da casa e o custo da estrutura.
É a primeira proposta de arquitetura: o partido arquitetônico, com a implantação no terreno, a distribuição dos ambientes, a volumetria e uma estimativa inicial de custo. A representação ainda é esquemática, com plantas e perspectivas simples. É a etapa mais barata para mudar de ideia, e por isso o cliente deve discutir aqui tudo o que importa: número de quartos, integração da cozinha, garagem, área de lazer, posição em relação ao sol e à vista.
Com o estudo preliminar aprovado, o anteprojeto desenvolve a solução com medidas, níveis, cortes e fachadas, primeiras especificações de materiais e a compatibilização preliminar com os projetos complementares (estrutural, elétrico, hidrossanitário). Nessa etapa, o desenho já permite um orçamento bem mais confiável e serve de base para o projeto que vai à prefeitura.
É o conjunto de documentos exigido pelos órgãos públicos para aprovar a construção e emitir o alvará: planta de situação e de locação, plantas, cortes, fachadas, quadro de áreas e o registro de responsabilidade técnica (RRT, do arquiteto, ou ART, do engenheiro). Cada município tem suas exigências, e algumas obras dependem também de outros órgãos, como Corpo de Bombeiros, órgão ambiental ou de patrimônio histórico. Um ponto importante: projeto aprovado na prefeitura não é projeto pronto para construir. Ele mostra que a edificação atende à legislação, mas não traz o detalhamento que a obra precisa.
É a etapa que de fato orienta a obra. Reúne plantas cotadas, cortes e fachadas detalhados, detalhes construtivos (escadas, banheiros, esquadrias, cobertura, impermeabilização), paginação de pisos e revestimentos, quadro de esquadrias e especificação completa de materiais, já compatibilizado com todos os projetos complementares. Com o executivo em mãos, a construtora consegue fazer um orçamento fechado, planejar compras e montar o cronograma com segurança.
Depois da obra, a norma prevê ainda a documentação do que foi efetivamente construído (o chamado as built), útil para manutenção, reformas e futuras ampliações.
Arquitetura, estrutura, elétrica e hidráulica são feitas muitas vezes por profissionais diferentes. Se ninguém confere os projetos em conjunto, aparecem os conflitos clássicos: viga passando no meio da janela, pilar no centro da garagem, tubulação de esgoto atravessando viga, ponto de luz em cima do armário. A compatibilização, iniciada no anteprojeto e concluída no executivo, resolve esses problemas no papel, onde mudar custa uma revisão de desenho, e não na obra, onde custa demolição, material e prazo. Ferramentas como o BIM facilitam esse cruzamento, mas o essencial é que a conferência seja feita antes da execução.
Na Electo Maciel Construtora, o projeto arquitetônico e os complementares são desenvolvidos e compatibilizados antes da execução, para que o orçamento e o cronograma da obra partam de um projeto completo. Se você está planejando construir em Piranga ou região, fale com a nossa equipe ainda na fase de estudo, quando as decisões custam menos.
A Electo Maciel Construtora acompanha cada etapa da obra com engenharia de verdade, do projeto à entrega.
Obras reais da Electo Maciel Construtora em Minas Gerais. Toque para ver a obra completa.