Publicado em 26/08/2026 • Energia solar
A energia solar deixou de ser exceção no telhado brasileiro. Segundo a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o país adicionou 10,6 GW de capacidade solar em 2025 e deve fechar 2026 com cerca de 75,9 GW acumulados — dos quais aproximadamente 51,8 GW vêm da geração distribuída, isto é, de sistemas pequenos e médios instalados pelos próprios consumidores. Telhado de casa entra nessa conta. O que muda agora é que a decisão ficou mais técnica: não basta querer, é preciso decidir cedo e decidir certo.
A Lei nº 14.300/2022, o marco legal da geração distribuída, encerrou o período em que quem gerava a própria energia usava a rede da distribuidora sem pagar nada por ela. O chamado Fio B é a parcela da tarifa que remunera a infraestrutura de distribuição — postes, cabos e transformadores — e ele passou a ser cobrado de forma escalonada de quem protocolou o pedido de acesso a partir de 7 de janeiro de 2023: foram 15% em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025 e, desde janeiro de 2026, 60%. A escada continua em 75% em 2027 e 90% em 2028. Quem protocolou até 6 de janeiro de 2023 manteve a isenção integral até 2045.
Há um detalhe que muda o desenho do projeto: a cobrança incide apenas sobre a energia injetada na rede. A energia gerada e consumida no mesmo instante, dentro da casa, continua isenta. Isso inverte uma lógica antiga. Antes, mandar sobra para a rede e resgatar depois era quase neutro; hoje, quanto mais consumo o sistema atende na hora em que o sol está a pino, melhor o retorno. Na prática, isso valoriza hábitos e equipamentos que puxam carga durante o dia — bomba de piscina, aquecimento de água, máquina de lavar, e cada vez mais baterias — e é exatamente o tipo de coisa que se planeja com o cliente antes de a casa existir, não depois.
Instalar fotovoltaico numa casa pronta é sempre possível. Só costuma ser mais caro e render menos, porque quatro decisões já foram tomadas sem considerar o sistema:
Vale um alerta específico sobre a fixação: parafuso que atravessa telha ou laje sem tratamento correto é origem clássica de infiltração dois ou três anos depois. Compatibilizar a fixação dos suportes com o sistema de impermeabilização e com o tipo de telha é parte do serviço, não detalhe.
O ponto de partida correto é a conta de luz — o histórico de consumo dos últimos doze meses — e não o tamanho do telhado. A partir daí entra o recurso solar local. O Atlas Brasileiro de Energia Solar, do INPE, mostra que a irradiação global diária média anual em Minas Gerais varia aproximadamente de 4,5 a 6,5 kWh/m², com os maiores valores no Norte do estado e os menores nas áreas de maior altitude e chuva mais intensa da porção sudeste. Ou seja: um mesmo conjunto de placas produz resultados bem diferentes conforme o município, e projeto sério usa o dado do local, não uma média nacional de folheto.
Do lado elétrico, a referência é a ABNT NBR 16690 — Instalações elétricas de arranjos fotovoltaicos: requisitos de projeto, publicada em 2019, que padroniza o dimensionamento de condutores, dispositivos de proteção e seccionamento, aterramento e equipotencialização do arranjo. Ela existe por um motivo direto: sistema fotovoltaico mal projetado é risco de choque e de incêndio, com corrente contínua que não se comporta como a instalação convencional da NBR 5410. Some-se a isso o processo formal junto à distribuidora — solicitação de acesso, parecer e vistoria — e o registro de responsabilidade técnica do profissional. Instalação sem projeto, sem ART e sem homologação não é economia; é passivo.
Nem toda casa é candidata imediata. Consumo mensal baixo, telhado pequeno ou muito sombreado, cobertura em fim de vida útil que vai precisar de troca em poucos anos, ou uma ampliação já prevista que vai mudar a geometria da casa — em qualquer desses casos, o caminho mais barato é deixar a casa preparada e adiar a compra dos módulos. Preparar sai por muito pouco na fase de obra: água de telhado reservada, estrutura calculada com o acréscimo e conduíte no lugar. Comprar equipamento na hora errada, não.
A Electo Maciel Construtora trabalha com essa compatibilização desde a fase de projeto, integrando a definição da cobertura, as instalações elétricas e a previsão do sistema fotovoltaico ao planejamento da obra — para que a decisão sobre gerar a própria energia seja tomada com número na mão, no momento em que ela ainda é barata de tomar.
A Electo Maciel Construtora acompanha cada etapa da obra com engenharia de verdade, do projeto à entrega.
Obras reais da Electo Maciel em Piranga e região. Toque para ver a obra completa.