Publicado em 28/10/2026 • Instalações elétricas
O carro elétrico deixou de ser curiosidade de capital. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil vendeu 223.912 veículos leves eletrificados em 2025, recorde da série histórica e alta de 26% sobre 2024. Desse total, cerca de 80 mil eram 100% elétricos e mais de 100 mil eram híbridos plug-in, ou seja, carros que precisam de tomada para render o que prometem. E a maior parte dessa recarga acontece em casa, durante a noite, na garagem do próprio dono.
Isso transforma o carregador veicular em um assunto de obra. Quem está construindo ou reformando hoje e pensa em ter um elétrico nos próximos anos tem uma decisão barata para tomar agora e cara para tomar depois: deixar ou não a infraestrutura elétrica pronta. E quem já tem o carro precisa saber que ligar um carregador "em qualquer tomada" não é só uma questão de conveniência, mas de segurança.
Publicada pela ABNT em 2022, a NBR 17019 estabelece os requisitos para as instalações elétricas fixas de baixa tensão destinadas à recarga de veículos elétricos. Ela não substitui a NBR 5410, que continua sendo a norma geral das instalações elétricas de baixa tensão: funciona como um complemento, tratando das particularidades de uma carga que fica ligada por horas seguidas, perto da potência máxima, em ambiente que muitas vezes é úmido ou externo.
Alguns pontos da norma, conforme comentados por especialistas na revista técnica O Setor Elétrico, mudam bastante a forma de pensar o projeto da casa:
Muitos carros vêm com um carregador portátil, aquele cabo com uma caixa de controle no meio, que se liga numa tomada comum. Ele resolve emergências, mas a recarga é lenta e, usado todos os dias, submete a tomada e o circuito a um esforço contínuo para o qual muitas instalações residenciais não foram feitas. Tomadas derretidas e disjuntores desarmando são queixas frequentes de quem improvisa.
O carregador de parede, o chamado wallbox, é fixo, tem proteções próprias e permite potências maiores, normalmente de 7 kW em instalações monofásicas ou bifásicas e de 11 kW a 22 kW em instalações trifásicas, conforme o modelo e o que o carro aceita. Na prática, para quem roda na cidade e nas estradas da região, um wallbox de 7 kW repõe com folga em uma noite o que se gasta em um dia normal.
Esse é o ponto que mais pega em casas mais antigas. Um carregador de 7 kW ligado de madrugada se soma ao chuveiro elétrico, ao ar-condicionado e ao que mais estiver funcionando. Se o padrão de entrada foi dimensionado lá atrás para uma carga menor, o disjuntor geral pode não comportar o acréscimo, e a solução passa por aumento de carga junto à distribuidora, às vezes com troca do padrão e mudança de monofásico para bifásico ou trifásico.
As regras do setor elétrico preveem que o consumidor informe a distribuidora quando instalar equipamento que represente aumento de carga ou exija mudança no tipo de fornecimento. Em Minas Gerais, isso significa conversar com a Cemig antes de comprar o carregador, não depois. Distribuidoras de outros estados vêm alertando publicamente que instalar sem análise prévia pode exigir adequações na entrada de energia do imóvel e, em alguns casos, na própria rede que atende a rua.
Para quem está construindo, o custo de preparar a garagem é pequeno perto do total da obra, e evita quebrar parede e piso no futuro. O que vale prever no projeto elétrico:
Nos edifícios, o desafio é coletivo. Se cada morador instalar seu carregador por conta própria, ligado ao seu medidor e puxando cabo pela garagem, a soma das cargas pode superar o que a entrada do prédio suporta. A NBR 17019 admite, para o quadro que alimenta várias estações, considerar fator de demanda menor que 1 apenas quando houver sistema de controle de recarga. Por isso, cresce a busca por projetos que planejem a infraestrutura de toda a garagem de uma vez, com gestão de carga, em vez de soluções individuais improvisadas. Vários estados já discutem ou aprovaram leis sobre o direito do condômino de instalar carregador, sempre condicionado a projeto e responsável técnico.
Instalação de carregador veicular não é serviço para eletricista sem projeto. O dimensionamento do circuito, a escolha do tipo de DR, a verificação da entrada de energia e o aterramento precisam ser definidos por profissional habilitado, com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Além da segurança, a documentação pesa no seguro do imóvel e na garantia do próprio equipamento.
A Electo Maciel Construtora pode incluir a infraestrutura de recarga veicular no projeto elétrico de obras em Piranga e região. Se você está construindo, reformando ou quer avaliar se sua casa comporta um carregador, fale com a nossa equipe: é mais simples e mais barato resolver isso no papel do que na parede pronta.
A Electo Maciel Construtora acompanha cada etapa da obra com engenharia de verdade, do projeto à entrega.
Obras reais da Electo Maciel Construtora em Minas Gerais. Toque para ver a obra completa.